- As
terras orientais dependem de mim? Tem certeza?
- As estrelas não se
enganam, meu jovem. – o ancião fez uma breve pausa – Sente-se que lhe contarei
uma história: há muitos anos, nosso reino era feliz, nossas árvores davam
frutos, nossos pássaros cantavam e nosso povo festejava essa harmonia. Isso foi
até o ano em que o soberano Alph Hus pereceu; seu sobrinho, Molthar, subiu ao
trono. O Jovem era bondoso, porém, ao assumir o reino, ele começou a agir de
forma diferente, sua aparência mudou muito, ninguém sabe o porquê. Desde esse
acontecimento, quinhentos anos se passaram e as terras do oriente jamais
tiveram a mesma glória.
- Como Molthar sobreviveu
durante tanto tempo?
- Ninguém sabe.
O jovem engoliu em seco.
- Estudei muito as estrelas,
até descobrir uma antiga profecia, cujas palavras eram pronunciadas pelos
astros: “Quinhentos anos se terão dissolvido nas sombras; o soberano ainda
reinará com todo seu poder, mas uma luz surgirá, dissipando a escuridão do rei
sombrio; o herói terá pele pálida, mas seus cabelos serão negros, seu grito
ecoará pelas terras do sol nascente e sua glória durará até que as estrelas
apaguem.” Sinto em você, Oryulth, uma energia tão forte que é capaz de derrotar
Molthar.
- Como conseguirei tal
façanha? Sou apenas um jovem camponês.
- Você era. Acompanhe-me.
O mago dirigiu-se a uma
porta, decorada cuidadosamente com detalhes e desenhos. Um ruído escapou quando
o velho moveu a pesada porta de metal: os mais incríveis mecanismos de treino e
armas surgiram, Oryulth jamais tinha visto qualquer coisa parecida.
- É aqui que treinarás. –
falou Ogmar.
Muitos meses haviam se
passado, Oryulth havia treinado muito, seus braços tinham ganhado músculos e
sua mente havia sido preparada para o feito. Um simples aldeão havia se
transformado num bravo guerreiro.
Era um dia como todos os
outros, o herói continuava treinando, quando Ogmar entrou.
- Esconda-se! – gritou – Não
há tempo para explicar!
O velho apertou um tijolo da
parede, abrindo uma passagem secreta e empurrou o guerreiro para dentro.
- Não saia dali! De jeito
nenhum!
E o mago fechou a passagem,
prendendo o guerreiro lá dentro. A sala foi invadida por guerreiros de armadura
negra.
- Afastem-se, malditos! –
berrou o ancião.
- Silêncio, velho! –
respondeu um deles – Nós sabemos quem esconde em sua moradia.
- Ninguém além de mim reside
aqui, podem revistar todas as salas, não acharão ninguém.
O mais alto dos guerreiros
deus três passos à frente e segurou o sábio pelo pescoço.
- Sabemos que mente, velho!
Morrerás agora!
O guerreiro pegou sua espada
e decapitou o mago, Oryulth deixou escapar um gemido.
- Alguém está aqui! – gritou
um dos guardas.
Outro deles virou-se para a
parede da passagem secreta e lançou uma bola de fogo. Pedras voaram pelos ares.
- Então achamos o rebelde! –
sorriu irônico um deles.
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